A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, considerada uma das principais portas de entrada para atendimentos de urgência e emergência na cidade e em municípios vizinhos, foi denunciada por problemas estruturais.
Segundo relatos, existem áreas impróprias para a permanência de pacientes, especialmente idosos que aguardam transferência para hospitais ou continuidade de tratamento.
Imagens feitas dentro da unidade mostram goteiras, infiltrações, vazamentos frequentes e água acumulada no chão, aumentando o risco de quedas e agravando a situação de pessoas já fragilizadas. Ao longo do tempo, foram promovidos ajustes operacionais e mudanças na gestão para acompanhar o aumento da demanda, já que a UPA atende pacientes de cidades do entorno e também da Zona da Mata Mineira.
Apesar dessas medidas, pacientes e acompanhantes afirmam que a unidade enfrenta sérios problemas estruturais.
Um familiar, que preferiu não se identificar, descreveu a situação:
“Estou na UPA de Itaperuna com meu pai, internado há uma semana esperando vaga para cirurgia em hospital, e até agora não houve transferência. Ele tem 79 anos e está em um ambiente sem condições adequadas. O banheiro apresenta vazamento, molhando todo o espaço. A água se espalha pelo quarto e passa por baixo da cama, formando praticamente uma lagoa.
Além do desconforto, existe risco de queda, o que é muito preocupante para um idoso. A situação é desumana e coloca a saúde e a segurança dele em perigo.”
Outros relatos apontam que, em dias de chuva intensa, os problemas se agravam, com aumento das infiltrações e da água escorrendo por paredes e teto. A preocupação é que a falta de manutenção afete não apenas o conforto, mas também a segurança sanitária do ambiente.
Também há queixas sobre a rotina de atendimento, como demora na regulação para transferência hospitalar e relatos pontuais de ausência de medicamentos, o que amplia a angústia de quem depende da unidade.
A UPA atua como estrutura intermediária entre a atenção básica e hospitais de maior complexidade, recebendo diariamente pacientes de toda a região.
Diante das denúncias, familiares pedem providências imediatas para assegurar condições dignas de atendimento, manutenção adequada da estrutura e segurança aos internados e aos que permanecem em observação.
O secretário municipal de Saúde, Sávio Sabóia, afirmou que, embora existam limitações físicas, a unidade mantém capacidade de atendimento e avançou na qualidade dos serviços.
“É uma UPA antiga, com mais de 10 anos, que nunca passou por uma reforma estruturante desde a inauguração. A situação atual não é a ideal, mas é uma unidade bastante resolutiva. Houve melhora na qualidade do atendimento e no índice de satisfação dos usuários”, declarou.
Ainda conforme a Secretaria, o município pretende buscar apoio dos governos federal e estadual para viabilizar as intervenções necessárias.
“Após o Carnaval, iremos a Brasília, junto com o prefeito, para reunião no Ministério da Saúde, onde uma das pautas será a intervenção na UPA. Também vamos protocolar junto ao Governo do Estado um pedido de reforma emergencial, pois a unidade realmente precisa passar por uma reforma estrutural urgente”, informou.











